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Diversitronica, hoje e no carnaval
Esse é o nosso show de hoje, com o Nuda e o Volver. Segunda-feira de Carnaval a gente abre os trabalhos no RECBeat, às 20h
Preenchendo o espaço…
Em vias de completar um mês sem passar por aqui, eu pelo menos garanto que foi por um bom motivo. Quem acompanhou Jardel pelo Twitter ou pelo Facebook viu que a barba do disco do Projeto Guri foi crescendo, até não dar mais tempo pra nada. Modos que eu mal falei, menos ainda escrevi, e oxalá eu tenha mixado / produzido direito nesse período. Mas acredito e assino embaixo que o disco ficou bom.
Falando em disco, lembrei hoje do tempo em que se cruzava (ou do tempo em que eu cruzava) não só uma cidade mas toda uma região metropolitana em busca de um disco. Não bastava sair de Marofa (Maria Farinha) até a Discossauro – junto da impontente Faculdade de Direito do Recife – gravar fitinhas, a gente ia até a Vivace do Shopping Guararapes a bordo de um Rio Doce / Piedade (Barra de Jangada / Casa Caiada), completar a coleção. Foi lá que eu comprei, a custa de muita mesada e lanche na UFPE, o meu “Experimental / Jet Set / Thrash & No Star”. Grande disco. A explicação do título é meio auto-indulgente demais, mas quando a gente é fã, a gente é fã mesmo.
Fui, comprei e voltei pra Maria Farinha pra ouvir. Descobri que algumas das músicas – Tokyo Eye e Bull in The Heather, especialmente – eu tinha visto ao vivo em Barcelona um ano antes, talvez em estágios experimentais, eu não era tão CDF assim. Do mesmo jeito foi com o Angel Dust do Faith No More, uns dois anos antes. Comprar o disco e ouvir em casa, várias vezes, no fone e de portas fechadas. Algumas do Angel Dust eu tinha derrubado no Geraldão, em 91, naquele show memorável, com o mosh memorável do Paulo André
Exatamente hoje, ambos (Sonic Youth + Faith No More) tocaram na cidade em que eu estou morando, e eu sei que teria sido massa vê-los ao vivo, mas não daria pra ver os dois. Por ser um tanto sortudo, muito metido e um outro tanto articulado, eu já conversei um bocadinho com todos eles. Aprendi menos na conversa do que vendo os shows, mas consegui fazer o Mike Patton mandar um beijo pra minha irmã numa fita cassete que sabe lá Deus que fim levou, pelo menos ela ouviu quase em tempo real.
Por mais absurdo que possa parecer, só hoje eu estou realmente entendendo que o Sonic Youth, o Faith No More e o Pixies – com quem eu também tive a sorte de trocar uma idéia durante um fortuito bico de técnico de monitor pro Teenage Fanclub – foram por assim dizer os Rolling Stones, The Who e os Beatles pra mim, naquela época da vida em que isso tem uma importância gigante mesmo. E que se eu por acaso encontrá-los de novo por aí, quiçá eu possa agradecê-los por isso.
Show no Studio SP, sem fumaça
Alô alô, meu povo. Amanhã – Quarta-feira – estaremos lá no Studio SP com a Stela Campos e também os Hitchcocks, fazendo aquele rock doidão psicodélico. Aparecam!!!
Saiu!!
Recebi hoje a boa nova de que “Pare Siga” está oficialmente lançado, lá no Som Barato. Enquanto eu ainda não sei como as cópias físicas do disco estarão disponíveis ao grande público, convido todos a divulgarem e redistribuírem o material à vontade. Depois que os discos físicos chegarem também, inclusive.
Como um dos responsáveis por mais essa empreitada do conglomerado Profiterolis, estou muito orgulhoso. “Pare Siga” foi um disco que envolveu muita negociação para que fosse feito do jeito que a gente queria, e o resultado valeu a pena, pelo menos é o que nós acreditamos.
A linha-mestra que guiou esse disco foi a subversão do conceito de “Disco Ao Vivo”, nosso ponto de partida. Tínhamos que fazer um disco ao vivo, e um disco ao vivo fizemos. Não no sentido de um disco de um show, ou de um disco de sucessos da banda tocados ao vivo em diversos shows. Mas um disco em que a maior parte do material foi tocada ao vivo, com todos os músicos, técnicos, produtor e assistentes na mesma sala, trabalhando com as vantagens e desvantagens do formato.
Ouvindo o riff d’”O Herói da História”, música que abre o disco, eu percebi que fez uma grande diferença utilizar o ambiente em que estávamos como parte da sonoridade do disco como um todo, criando um som que dificilmente a gente criaria de outra forma. Esse conceito permeou inclusive os Overdubs que fizemos depois, utilizando outros ambientes e suas “pegadas” sonoras. Como as vozes de Lulina na faixa título, nas gravações feitas n’As Caverna, ou nos “A-hê” gravados nos longos corredores das novas instalações do Mr. Mouse.
Bom, ouçam, e comentem!
Em San Francisco
Embora estejamos aqui contemplando o vai e vem dos automóveis pela Vila Mariana, Jardel também está presente lá em San Francisco, na GDC deste ano, numa parceria com um estúdio de jogos eletrônicos. Para quem quiser saber mais – sobre a feira, é só acessar o link acima ou abaixo:
Nesse ínterim, estamos nos entretendo com:
- Demos e idéias que estão virando faixas com nosso querido Igor Gazatti, a.k.a. Zyon, e nossa querida Cecília Meira.
- Vídeos de celular para recapitular as lições de domingo do Kraftwerk e do Radiohead.
- Arranjos e organizações e preparativos para o disco do Projeto Guri.
Vida no Parque
Jardel estará presente no Parque do Carmo, em Itaquera, na pessoa do Missionário José, acompanhando nossa caríssima Luciana Lins, no evento Parklife 2. Esperamos todos por lá!
Vozes do Brasil
Só soube hoje, soubera antes já tinha ido ontem. Hoje tem Karina:

Vozes ao Vivo
Vários amigos, no Sesc da Paulista, ontem, hoje, e semana que vem!



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