Archive for the ‘Uncategorized’ Category
Tem doido, e tem muito doido
Com esse negócio aqui, a brincadeira vai ficar muito mais divertida:
experiments: Kinect + OSCeleton + MaxForLive from Mike Todd on Vimeo.
Disseram que ele não vinha, olha ele aí…
Quem passou por aqui nos últimos 12 meses não viu muito movimento. Muitas coisas aconteceram, algumas mudanças, e vamos falar delas por aqui aos poucos. Esse espaço também deve mudar um bocadinho, em breve. Esperamos que você volte sempre.
Está pintando
No sábado Leo D falou EXATAMENTE sobre isso
Andanças com Lulina – USofA – o1
Here we go!
Half Jardel (no caso esse que vos fala e escreve) tá de rolé numa turnezinha com Lulina aqui nos US of A.Vou tentar escrever aqui o máximo que posso sobre o que tem rolado.
Day o1
Chegamos todos em Seattle ontem, por volta do meio-dia local; eu via NYC e Lu, Leo e Pedro via Chicago. Ao chegarmos nosso grande amigo, produtor, motorista e baixista voluntário Matt já estava nos aguardando.
Saindo do aeroporto, tínhamos que sair pra pegar/comprar instrumentos já que não compramos nada. Lulina querendo comprar uma guita e Leo uma controladora. Eu e Pedro vamos nos ater a coisas pequenas, confeito, sanduíche, essas coisas.
Já fomos na casa de uma feroz chamado Mike, que, segundo ele mesmo, vive hás uns seis anos de eBay. Bem… estranho. Mas não é que o doido na verdade é um cientista maluco e tem muita, mas muita, mas muita coisa velha boa. Uma que pirei e já tou azarando é isso
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Horrível. Deve ser baratinho, mas vai que eu fico amigo, né?
Bem, o feroz além de ser gente boa e ter várias coisas muito boas na casa dele, ele ainda nos levou pra bater um vietnamise sandwich que não foi nada careta.
Essa é a primeira parte do primeiro dia. Estamos saindo agora pra ir em Seattle (nossa base é em Tacoma) porque hoje vamos tocar numa sorveteria com uma banda chamada Human Skab.
Lu vai estrear sua nova guita velha. Velha mesmo! Procure saber!
Pra fechar o ano
Hoje a gente toca com o Pélico na Livraria da Esquina, a partir das 21h30. Com direito a comemoração de Reveillon
É hoje!
Amanhã lançamos oficialmente o Cristalina
Eu gostaria de pedir desculpas aos fiéis leitores deste espaço pela ausência de texto novo nessa semana. Estou mais desorientado do que cachorro em dia de mudança, mas é por um bom motivo. Amanhã fazemos no Museu da Imagem e do Som em São Paulo, às 21h, o show de lançamento do Cristalina. Entre as milhares de coisas que me impediram de dedicar um tempinho ao Blog, tem esse cartaz do show, que foi um projeto familiar:
Voltage
Como só tem amigo safado quem pode, só hoje eu consegui parar para assistir ao Voltage, o mais recente curta de animação dos estúdios de animação da Barros Melo, com direção de William Paiva e Filippe Lyra, animado por eles, mais Leo D e mais um bocado de gente – que você pode conferir lendo a ficha técnica lá no Vimeo, e trilha de William e Leo.
Eu diria que o único defeito desta animação é a curta duração, mas não muito, porque sei do trabalho desgraçado que é fazer os meros 3 minutos e tanto que podemos assistir aqui. Outro defeito, obviamente, é o fato de o Diversitronica não estar completo na trilha sonora, mas esse defeito é mais culpa minha mesmo, na verdade. Fora isso, achei muito bonito e muito bem-feito, e saber que isso é obra de pessoas que vivem a mesma realidade da gente é muito inspirador.
É interessante perceber ao mesmo tempo influências de baluartes consagrados como Otomo e a turma do Japão, e detalhes sutis de traço e estética que mostram bem onde é que o filme foi feito, e subvertem nosso eterno paradigma de “foi feito em Recife mas poderia ter sido em Londres”. Pelo contrário é uma das provas cabais de que, dadas as mínimas condições, o material humano recifense é potencialmente uma referência internacional.
Sobre o Filippe, não posso falar nada além de elogiar o trabalho que eu conheci através do Voltage, indo direto para os favoritos. Sobre William e Leo, sou suspeito pra falar qualquer coisa, pois o que não fosse influenciado pela nossa amizade seria pela admiração inconteste que tenho pelos dois. Fico muito feliz de ver que num meio em que frequentemente vemos a carapuça de gênio adornar cabeças mais hábeis na arte de dar chilique do que em qualquer outra propriamente dita, vejo meus amigos tranquilos e calmos fazendo coisas geniais.
Voltage from Bam Studio on Vimeo.
Aventuras em Diversos Canais, Cap. 3 – Mundo Livre S/A – Deixa essa Vergonha de Lado
As coisas no mundo misterioso da produção fonográfica não tendem a ser rápidas. Pelo contrário, elas dependem de um emaranhado de variáveis sobre as quais raramente a gente consegue ter algum controle, seja o tempo que leva pra terminar um arranjo, achar o clima certo pra gravar uma voz, acertar algumas palavras na letra ou notas na melodia, essas coisas realmente não são rápidas, mesmo pros mais rápidos. Parafraseando o Beto Villares, fazer coisa boa leva tempo. Do mesmo modo, por vezes o acaso nos dá um fôlego extra, ou uma combinação de fatores incomum em que as coisas andam bem e rápido ao mesmo tempo. É o caso da faixa deste capítulo, uma versão de um clássico do grande Odair José, feita pelo Mundo Livre S/A.
Eu nunca me questionei muito o porquê, mas o MLSA é uma banda muito rápida em estúdio. Talvez por causa da experiência do “Samba Esquema Noise”, em que o pessoal passou – segundo uma lenda da época no Jornal do Commercio recifense – umas seiscentas horas no estúdio. Eu nunca parei pra confirmar com nenhum dos envolvidos quanto tempo o disco levou de fato, mas em se tratando de uma obra-prima, sem dúvida valeu a pena. De qualquer modo, em todas as vezes que eu trabalhei gravando a banda, foi tudo muito rápido. E dessa vez, especificamente, foi tudo muito rápido mesmo, 6 horas desde começar do zero até a mix final, no caso.
Nessa sessão o Mundo Livre foi o Fred Zeroquatro e o Areia, um dos meus maiores ídolos, com quem eu tive a sorte de trabalhar muitas vezes, e o estúdio foi o Fábrica velho de guerra. Como referência pra o que a gente ia fazer, o Fred trouxe o Trans do Neil Young, sugerindo alguns detalhes de programação e também usar um vocoder na voz. Programamos a batida e a estrutura do arranjo no Reason, usando alguns sons de baterias eletrônicas antigas, um sintetizador arpejado e outro numa cama para satisfazer qualquer fã do Mr. Mister.
Em seguida, gravamos o baixo com um dos ‘frankensteins’ de Areia, direto no Avalon 737sp com uma compressão supimpa ali na casa dos 4:1. O cavaco foi gravado da mesma maneira, usando um cavaco JB que o Fred usa ao vivo, cheio de espuma pra evitar feedback, o que foi ótimo pra dar o timbre mezzo guitarrada paraense – mezzo guitarra africana que a música pedia – complementado por um delayzinho curto na mix. A voz foi gravada num Neumann TLM 103 também no Avalon, mas com um pouco menos de compressão.
O vocoder infelizmente não foi esse da foto. Ou felizmente, porque um bicho desse tamanho deve levar umas 3 horas só pra ligar e deixar funcionando. Usamos mesmo o bom e velho Orange Vocoder, que não fica devendo nada a nenhum vocoder de hardware, só chama menos atenção dos clientes. Nesse caso específico usamos três regulagens, um mais ‘Robô Gigante’ pra voz principal na primeira estrofe e refrão, outro meio ‘Coral de Robôs’ pra segunda, e uma terceira mais tradicional pro refrão final, onde a voz de Fred também aparece ao natural.
A mixagem, do ponto de vista de equilíbrio dos elementos, foi simples. O que é difícil quando temos poucos elementos em jogo é manter a atenção do ouvinte durante dois ou três minutos. Pra isso, e como a música tem uma forma bem básica – Intro + AB + ABB, o truque foi colocar alguma coisa nova a cada parte, e brincar com o som da voz também, que estaria no centro das atenções como lhe é peculiar.
Outro fator importante na mix foi a abordagem ‘Rudy Van Gelder‘ de Areia, segundo a qual as coisas que soam simples e bem funcionam melhor do que acrobacias na mix. Achando o canto de cada um, todo mundo fica feliz, em outras palavras. Para ressaltar o aspecto baile da canção, apertamos tudo um pouco mais do que costumamos, mas nada demais para não atrapalhar a poesia e o comentário social da faixa, que você pode ouvir abaixo, e na coletânea “Eu vou tirar você desse lugar“, produzida pela Allegro Discos com distribuição da Tratore.
Não, não foi esse o nosso vocoder
P.S.: Buscando o link da Propellerhead, eu me deparei com isso aqui. Ai, ai, ai…
Visitas ilustres, pt6

O mais novo jardelense em Sampa, Kleber Croccia. Mais um imigrante sofrendo com o frio.



