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	<title>Jardel Music &#187; Eletronica</title>
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	<description>Música e Áudio</description>
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		<title>Colaborar é preciso</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 18:05:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>missionariojose</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O vídeo que colocamos aqui abaixo é uma demonstração do Ohmstudio, uma estação de trabalho colaborativa que está sendo desenvolvida pelos caras da Ohmforce, que já faz alguns dos plug-ins mais legais do mundo, entre eles O MELHOR plug-in gratuito de todos, o Frohmage. Essa é uma tendência que já vem sido observada há um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O vídeo que colocamos aqui abaixo é uma demonstração do Ohmstudio, uma estação de trabalho colaborativa que está sendo desenvolvida pelos caras da <a title="Ohmforce" href="http://www.ohmforce.com/HomePage.do" target="_blank">Ohmforce</a>, que já faz alguns dos plug-ins mais legais do mundo, entre eles O MELHOR plug-in gratuito de todos, o <a title="Frohmage" href="http://www.ohmforce.com/UseFreeSoftware.do?action=freeware" target="_blank">Frohmage</a>. Essa é uma tendência que já vem sido observada há um tempo, e vários desenvolvedores ao redor do mundo estão aparecendo com a sua proposta de um ambiente em que pessoas que não estejam no mesmo lugar possam colaborar fazendo música em tempo quase real. O site <a title="Indaba" href="http://www.indabamusic.com/" target="_blank">Indaba</a> apresenta essa mesma proposta num formato de rede social, meio Orkut / Facebook, enquanto outros softwares como o <a href="http://www.ableton.com/share" target="_blank">Live</a> já trazem em si mesmos opções de compartilhamento de sessões online.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/15ubx4rU4ug&amp;hl=en_US&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="385" src="http://www.youtube.com/v/15ubx4rU4ug&amp;hl=en_US&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Essa movimentação não chega a ser exatamente uma novidade, a grande diferença atualmente é que com um aumento na  velocidade média &#8211; digamos assim &#8211; de conexões à internet pelo mundo afora, ficou mais real a possibilidade de trabalhar com arquivos de áudio e vídeo em ambientes <em>online</em> ou, como preferem alguns, na famosa &#8216;nuvem&#8217; de dados que está por aí em algum lugar nos mega-servidores espalhados pelo planeta. Justamente por causa desse aumento na transferência de dados, produtos COMERCIAIS, como são todos os mencionados acima, também passam a ser viáveis. A colaboração em tempo real via MIDI pela internet não é uma novidade há algum tempo &#8211; praticamente desde que existem redes de computadores, existem maneiras de se mexer uns nos outros à distância &#8211; é só perguntar pro usuário de <a title="Max" href="http://cycling74.com/products/" target="_blank">Max/MSP</a> ou <a href="http://puredata.info/" target="_blank">PureData</a> mais próximo. A outra grande diferença, é que num formato como o do <a title="Indaba" href="http://www.indabamusic.com/" target="_blank">Indaba</a>, por exemplo, o processo para chegar até o seu projeto colaborativo é o mesmo de chegar até o seu e-mail e gravar alguma coisa no seu computador, você não precisa pegar gosto por  criar patches em Pd ou ainda implementar neles a transmissão de MIDI ou áudio.</p>
<p style="text-align: justify;">Certamente quem acompanhar vai ver, nesse e nos próximos anos, grandes mudanças na oferta e no funcionamento dessas plataformas. Por exemplo, daqui a pouco vai ser possível ver uma <em>webcam</em> no cantinho da tela pra rolar um contato visual entre as pessoas que estão colaborando &#8211; o que nem sempre é uma boa idéia, especialmente pra quem tiver que me ver de pijama e cabelo arrepiado em casa, e obviamente, em algum momento alguém que tenha vários sintetizadores ou baterias eletrônicas  ou amplificadores <em>vintage</em> vai poder começar a alugar seus equipamentos sem precisar tirá-los de casa, é só puxar o MIDI, o CV ou o sinal de áudio diretamente da placa, e mandá-lo de volta devidamente processado &#8211; e o locatário ainda pode pedir pra mexer mais ou menos nisso ou naquilo ouvindo seus resultados em tempo real.</p>
<p style="text-align: justify;">Pensando bem, acho que está na hora de pegar aquele Juno 106 de volta da <a href="http://www.vintagesynth.com.br" target="_blank">assistência técnica</a>&#8230;</p>
<p class="facebook"><a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://www.jardelmusic.com/2010/07/05/colaborar-e-preciso/" target="_blank" title="Share on Facebook">Share on Facebook</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Esqueletos eletrônicos no armário</title>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 00:34:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>missionariojose</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eletronica]]></category>
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		<description><![CDATA[Na época em que eu me mudei pra São Paulo, minha grande amiga Florência Saravia me convidou para escrever alguns artigos que, não por culpa dela ou minha, nunca foram publicados em canto nenhum. Eu cheguei a escrever o primeiro de uma série sobre a história dos instrumentos eletrônicos, que eu estou publicando abaixo sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Na época em que eu me mudei pra São Paulo, minha grande amiga Florência Saravia me convidou para escrever alguns artigos que, não por culpa dela ou minha, nunca foram publicados em canto nenhum. Eu cheguei a escrever o primeiro de uma série sobre a história dos instrumentos eletrônicos, que eu estou publicando abaixo sem edições -  ainda não chequei os links pra ver se está tudo funcionando, ou se há alguma coisa faltando. Eventualmente a série poderia continuar por aqui, mas como esse ano ainda vamos ouvir várias promessas, não vou ser eu a fazer mais uma delas.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Sem mais delongas:</em></p>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="font-size: small;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Uma das coisas mais difíceis  que um indivíduo pode tentar fazer é chegar a uma definição satisfatória  sobre o que vem a ser &#8216;Música Eletrônica&#8217;. Para alguns, é aquilo que se  ouve em uma boate ou casa noturna, submetendo-se a níveis de pressão  sonora altíssimos &#8211; e perigosos &#8211; em uma catarse coletiva, que é  praticada cotidianamente na maioria das cidades do mundo. Para outros,  seria a evolução natural da música erudita durante e após o século XX,  criada e apreciada por grupos específicos de compositores, estudiosos e  também ouvintes dedicados. Outros ainda podem argumentar que hoje em dia  toda a música é eletrônica, a não ser que você esteja ouvindo vozes e  instrumentos em um espaço sem o recurso de nenhum tipo de amplificação,  como, por exemplo, ao assistir uma orquestra sinfônica numa sala de  concertos.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Por aqui, vamos sem dúvida falar  de música, mas sem nos ater à preocupação de definir o que é música  eletrônica. Nosso foco principal é no desenvolvimento de uma série de  instrumentos e ferramentas, surgidos ao longo de mais de um século com  os mais diversos propósitos, e que em sua maioria têm em comum a geração  ou reprodução de sons por meios eletrônicos. Certamente, alguns deles  foram utilizados pra criar aquilo que se encaixa na sua definição  favorita do que é ou do que deixa de ser &#8216;Música Eletrônica&#8217;.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Nossa  história começa em meados do século XIX entre a Europa e os Estados  Unidos, onde a sociedade ainda sentia o impacto da Revolução Industrial,  em meio à enxurrada de invenções e descobrimentos científicos que  revolucionaram a vida e o pensamento da época. Dois desses inventos  foram decisivos para o mundo da música e do áudio, o Telefone &#8211; cuja  invenção, oficialmente atribuída a Alexander Graham Bell em 1876, é um  tópico controverso &#8211; e o Fonógrafo, apresentado por Thomas Edison em  1877.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Ambos abriram as portas para fazer  com o som coisas até então inéditas, a partir da conversão das ondas  sonoras em outra forma de energia, a elétrica &#8211; que permitiu que o som  viajasse distâncias muito maiores, e é a base da amplificação tal qual a  conhecemos &#8211; e a mecânica, que tornou possível &#8216;fixar&#8217; as informações  em uma base tangível para uma posterior reprodução e/ou manipulação.</span></p>
<p><strong><span style="font-size: small;">1876 &#8211;  Música pelo telefone</span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 242px"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Elisha_Gray"><img class=" " src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4a/Portrait_elisha_gray.jpg" alt="" width="232" height="314" /></a><p class="wp-caption-text">Elisha Gray, o homem que não inventou o telefone</p></div>
<p>A grande frustração do  americano Elisha Gray (1835-1901) foi não conseguir assegurar para si o  título de inventor do telefone. Até tentara patentear um invento  bastante semelhante, mas perdeu no <em><span style="font-size: small;">timing</span></em><span style="font-size: small;"> pra  Graham Bell, que tinha passado mais cedo no escritório de patentes.  Acabou se conformando em ser o tataravô dos sintetizadores, pois ainda  em 1876 desenvolveu um tipo de oscilador elétrico para geração de sons, e  juntando vários deles, criou um instrumento conhecido como &#8216;Telégrafo  Musical&#8217;. De telegrafia mesmo o instrumento de Gray não fazia nada, mas  era dotado de um teclado de duas oitavas onde se podia tocar melodias,  que por sua vez eram transmitidas pela linha telefônica e reproduzidas à  distância nos aparelhos receptores.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">É  interessante notar que a transmissão de música à distância surge como  uma necessidade imediata, logo após o surgimento do telefone. Nos anos  anteriores à massificação das transmissões de música pelo rádio, foram  diversos os inventores que propuseram soluções para esta demanda, mas  nenhuma com tanto sucesso. Elisha Gray chegou a fazer turnês  apresentando seu invento, mas terminou voltando seus interesses para o  deselvolvimento da telefonia.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Modelos posteriores  do Telégrafo Musical já contavam com alto-falantes rudimentares,  semelhantes aos utilizados nos aparelhos de telefone, mas o primeiro  instrumento a ser amplificado sem o intermédio de um aparelho telefônico  surgiu por acidente, do outro lado do Oceano Atlântico.</span></p>
<p><strong><span style="font-size: small;">1899 &#8211;  Música nos postes</span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;">Convocado para resolver o  problema do ruído excessivo do sistema de iluminação pública de Londres,  que utilizava lâmpadas de arco voltaico com eletrodos de carbono, o  britânico <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/William_Duddell" target="_blank">William Duddell (1872-1917)</a> descobriu que, ao variar a  voltagem fornecida às lâmpadas, ele poderia gerar e controlar  frequências sonoras. A partir dessa descoberta, criou um instrumento  conhecido como &#8216;</span><em><span style="font-size: small;">Singing Arc</span></em><span style="font-size: small;">&#8216;, ou  &#8216;Arco Cantante&#8217;, em que melodias eram executadas em um controlador no  formato de um teclado de piano, e no lugar do telefone, ou de um  alto-falante, lá estavam as lâmpadas de arco voltaico.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">A  invenção de Duddell não foi produzida comercialmente, apenas demonstrada  para o público da época na Grã-Bretanha, mas deu o pontapé inicial para  possibilidade de comunicação entre equipamentos através de uma voltagem  de controle, um recurso que na época de ouro dos sintetizadores teria  uma importância fundamental.</span></p>
<p><strong><span style="font-size: small;">1906 &#8211; Uma fábrica  de sons</span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 226px"><a href="http://www.discretesynthesizers.com/archives/miessner/em1936.htm"><img class="  " src="http://www.discretesynthesizers.com/archives/miessner/miessner01-5.jpg" alt="" width="216" height="167" /></a><p class="wp-caption-text">Haja roadie para carregar esse instrumento</p></div>
<p>Seguindo os passos de Elisha Gray,  intuito de Thaddeus Cahill (1867-1934) ao desenvolver o seu <em><span style="font-size: small;">Telharmonium </span></em><span style="font-size: small;">também era transmitir música pelas linhas  telefônicas, eventualmente desenvolvendo um serviço de música à  distância que pudesse ser utilizado por hotéis, restaurantes e demais  estabelecimentos, em tempos anteriores ao advento e à popularização da  radiofonia. Sua invenção se utilizava de dínamos adaptados, o que lhe  valeu também a alcunha de </span><em><span style="font-size: small;">Dynamophone</span></em><span style="font-size: small;">, que  funcionavam mais ou menos como as </span><em><span style="font-size: small;">Tonewheels</span></em><span style="font-size: small;"> de  um Órgão Hammond. Até aí, tudo relativamente simples. Mas só até aí.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Na  prática, Cahill registrou a patente de seu instrumento em 1897, mas o  primeiro protótipo funcional só foi apresentado em 1906, na cidade de  Holyoke, estado de Massachussets, nos EUA. Contava com 145 dínamos,  cobrindo um espectro de frequências de 40 a 4.000Hz, e os sons eram  acionados por um teclado de 7 oitavas dividido em 36 notas por oitava.  Essa opção do inventor estava em dia com as investigações no campo do  microtonalismo em voga na época, mas que acabou se mostrando  contraproducente pois poucos instrumentistas se dispunham a desenvolver  suas habilidades no instrumento.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 262px"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Telharmonium"><img class="  " src="http://www.ecrans.fr/local/cache-vignettes/L450xH386/arton4858-b4486.jpg" alt="" width="252" height="216" /></a><p class="wp-caption-text">Outro pedacinho do Telharmonium</p></div>
<p>Em  termos de dimensões físicas, o <em><span style="font-size: small;">Telharmonium</span></em><span style="font-size: small;"> era o  que podemos chamar, sem pudores, de um trambolho. Pesava 200 toneladas,  tinha aproximadamente 18 metros de extensão, e na única vez em que foi  transportado, de Holyoke para Nova Iorque, foram necessários tão somente  trinta vagões de trem. Com todo esse tamanho, potência não faltava, o  que acabou se tornando um problema, pois o instrumento interferia  drasticamente na rede telefônica nova-iorquina. E além de todos esses  empecilhos, havia também o custo de produção, estimado em torno de  duzentos mil dólares. Por essas e por outras, só três versões do  instrumento foram construídas, a última delas tendo funcionado até 1916.</span></p>
<p><strong><span style="font-size: small;">1912 &#8211;  A arte do ruído</span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;">Gray, Duddell e Calhill  apresentaram para o mundo novos sons, gerados eletronicamente e  reproduzidos em aparatos eletroeletrônicos. No entanto, o que se sabe  sobre o repertório executado nessas novas máquinas é que este se  restringia à música dos compositores europeus de outrora, aquilo a que  normalmente nos referimos como &#8216;música clássica&#8217;, e quem sabe talvez  alguma canção popular aqui e ali. No campo da estética, poderia-se  argumentar que não houve grandes novidades, afinal de contas os novos  instrumentos tão somente executavam a música que já era executada  anteriormente pelos seus semelhantes mais convencionais.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">A  partir da segunda metade do séc. XVIII, compositores em diferentes  lugares estavam se ocupando de criar novos caminhos por onde a música  poderia seguir. Claude Debussy, Igor Stravinsky, Erik Satie, Arnold  Schönberg, Alban Berg, Anton Webern e muitos outros expandiram e  cruzaram as fronteiras da Música Tonal ocidental, e criaram, cada qual  na sua vez, um rebuliço no pensamento musical da época que tem  repercussão até hoje.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Já o italiano Luigi Russolo,  apareceu por volta da virada do século XX propondo que, além dos  elementos musicais já conhecidos por todos &#8211; leia-se notas musicais  organizadas em ritmo, melodia e harmonia &#8211; porque não adicionar à essa  paleta toda a variedade de ruídos, ou &#8216;não-sons&#8217;, presentes no mundo e  no dia-a-dia de cada um? Segundo ele, era fundamental conquistar a  infinita variedade dos &#8220;</span><em><span style="font-size: small;">sons-ruídos</span></em><span style="font-size: small;">&#8220;.</span></p>
<p><span style="font-size: small;"> </span></p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 377px"><span><a href="http://www.art-omma.org/NEW/past_issues/theory/09_The%20Art%20of%20Noises.htm"><img class=" " title="Intonarumori" src="http://www.art-omma.org/NEW/past_issues/theory/09_The%20Art%20of%20Noises_files/intonarumori.gif" alt="" width="367" height="242" /></a></span><p class="wp-caption-text">Luigi Russolo, um homem que entrou pra história fazendo barulho</p></div>
<p>Para  colocar em prática suas idéias, Russolo criou uma mini-orquestra à qual  deu o nome de <em><span style="font-size: small;">Intonarumori. </span></em><span style="font-size: small;">Consistia  em uma série de cones de metal aos quais estavam acoplados diafragmas  esticados com diferentes larguras, estes friccionados, percutidos e  utilizados como meio amplificação por seus executantes. O resultado  chocou o público, o que provavelmente ainda aconteceria nos dias de  hoje, quase um século depois.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Apesar do </span><em><span style="font-size: small;">Intonarumori</span></em><span style="font-size: small;"> não  ser exatamente um instrumento, tampouco um instrumento eletrônico, as  idéias de Russolo ecoam na música eletrônica até hoje. Sua proposição de  trabalhar com a manipulação de sons &#8216;não-musicais&#8217; foi uma grande  influência na obra de compositores como Edgar Varèse e Pierre Schaeffer e  também no desenvolvimento de equipamentos como o </span><em><span style="font-size: small;">sampler</span></em><span style="font-size: small;">. E  foi de um texto seu de 1913 que saiu o nome da banda inglesa de pop  eletrônico &#8216;Art of Noise&#8217;.</span></p>
<p><strong><span style="font-size: small;">1917 &#8211; O som do dia  em que a Terra parou</span></strong></p>
<p><span style="font-size: small;">Tudo o que foi falado até  agora faz referência a uma espécie de &#8216;pré-história&#8217; da música e dos  instrumentos eletrônicos. Principalmente porque nenhum dos instrumentos  mencionados teve uma continuidade histórica ou tecnológica direta. Os  casos mencionados ofereceram poucos resultados práticos tanto para a  sociedade como um todo, como para músicos em geral. E além do mais,  especialmente no caso do </span><em><span style="font-size: small;">Singing Arc</span></em><span style="font-size: small;"> e do </span><em><span style="font-size: small;">Telharmonium</span></em><span style="font-size: small;">, os instrumentos em questão  eram gigantes verdadeiramente impraticáveis, tanto física quanto  financeiramente. Parafraseando Robert Moog, certamente uma das pessoas  mais gabaritadas pra falar sobre a história dos instrumentos musicais  eletrônicos, foi com o Theremin que tudo começou de verdade. </span></p>
<p><span style="font-size: small;">Lev  Sergeyevich Termen (1896-1993), um cidadão russo que ficou conhecido  para a posteridade com o nome de Leon Theremin, era um músico e  cientista maluco que, como quase todos os inventores no princípio do  século XX, estava fascinado e envolvido com as descobertas ligadas à  radiofusão. Uma das descobertas da época foi o princípio da heterodinia  (intermodulação), segundo o qual duas frequências somadas geravam uma  terceira a partir dos batimentos de frequência entre si, essa terceira  tendo valor igual à diferença das duas frequências originais.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Um  dos problemas encontrados na época ao tentar aplicar esse princípio para  fins musicais era a influência do corpo humano, ou melhor, da interação  de sua capacitância com um circuito heteródino, quando ambos estavam  próximos. Lev, ou Leon, se valeu dessa característica para desenvolver  seu instrumento, utilizando um circuito com duas frequências, uma fixa  em 170.000 Hz, e a outra variável &#8211; através da interação com um corpo  humano próximo &#8211; entre 168.000 e 170.000 Hz. Podemos perceber, sem muito  esforço, que a diferença mínima entre as duas frequências é 0, e que  sua diferença máxima é 2.000 Hz, uma largura de banda que está quase  toda dentro do nosso campo auditivo, e que proporciona uma extensão  musical de mais ou menos 7 oitavas.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">A  grande idéia de Leon Theremin foi aplicar o princípio da heterodinia  para desenvolver um mecanismo de controle sobre essa frequência variável  que não envolvesse o contato físico entre o executante e o instrumento  em si. A partir de duas antenas, uma vertical para modulação de  frequência, e outra horizontal para modulação de amplitude, o executante  controlava as alturas musicais &#8211; sem precisar se limitar ao  temperamento da escala de 12 tons ocidental &#8211; e a dinâmica do  instrumento. Nascia o </span><em><span style="font-size: small;">Thereminvox</span></em><span style="font-size: small;">,  também chamado por seu criador de </span><em><span style="font-size: small;">Aetherophone</span></em><span style="font-size: small;"> &#8211;  termo que podemos traduzir mais ou menos como &#8216;som etéreo&#8217; &#8211; mas que  ficou mesmo conhecido simplesmente por </span><em><span style="font-size: small;">Theremin</span></em><span style="font-size: small;">.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Do  ponto de vista sonoro, o theremin é relativamente simples, sendo um  instrumento monofônico e com poucas possibilidades de variação  timbrística. As limitações nas características dos alto-falantes da  época também reduziam a extensão do instrumento, tanto no campo das  alturas como no campo dinâmico. Nada disso impediu, no entanto, que ao  ser apresentado para o grande público na Feira Industrial de Moscou no  ano de 1920, o instrumento começasse uma lenta revolução mundial. Tão  revolucionário era que o próprio Vladimir Lênin, embasbacado com a  novidade, quis aprender a tocá-lo e encomendou 600 unidades para serem  utilizadas em demostrações pela União Soviética.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Ainda  na década de 20, Leon Theremin se mudou para os Estados Unidos da  América, onde em 1928 patenteou seu instrumento e vendeu os direitos de  produção comercial para a RCA. O produto não chegou a ser um sucesso de  vendas, talvez devido à recessão que os EUA enfrentaram devido à quebra  da Bolsa de Valores em 1929, mas fascinou o mundo artístico e o público  em geral com sua sonoridade ímpar. Tanto que em 1930, um conjunto de 10  músicos tocando theremins se apresentou para o público no  conceituadíssimo Carnegie Hall.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Além do </span><em><span style="font-size: small;">Thereminvox</span></em><span style="font-size: small;">,  Theremin também desenvolveu outros instrumentos baseados em princípios  semelhantes de geração de som e controle. Entre eles está o primeiro  gerador eletrônico de ritmos, o </span><em><span style="font-size: small;">Rhythmcom</span></em><span style="font-size: small;">, que  gerava padrões rítmicos complexos seguindo o princípio da série  harmônica aplicados a uma batida constante. A partir de uma marcação  regular gerada a partir de uma frequência qualquer &#8211; tomemos por exemplo  1 Hz, o que equivale a um andamento igual a  60 bpm &#8211; o instrumentista  poderia ativar subdivisões equivalentes a valores múltiplos dessa  &#8216;fundamental&#8217;, de 2 a 16 vezes mais rápido.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Outros  mecanismos de controle também foram aplicados ao princípio do theremin  original, como no caso do </span><em><span style="font-size: small;">Theremin Cello,</span></em><span style="font-size: small;"> em  que a altura é controlada por uma superfície semelhante ao espelho de um  violoncello, e até mesmo um theremin controlado por um teclado de piano  convencional.</span> <span style="font-size: small;">Já o </span><em><span style="font-size: small;">Terpsitone</span></em><span style="font-size: small;"> era  uma espécie de theremin feito para dançarinos, onde uma das antenas era  substituída por uma grande placa metálica por cima da qual o executante  se movimentava, e ao se movimentar gerava sons de alturas diferentes.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Leon  Theremin retornou à União Soviética em 1938, em circunstâncias um tanto  quanto obscuras. Algumas fontes afirmam que Leon e sua esposa Lavinia  Williams teriam sido sequestrados por agentes soviéticos, outras que o  casal saiu sorrateiramente dos EUA devido a sérios problemas  financeiros. De um modo ou de outro, como resultado o gênio de Theremin  teve que servir aos propósitos da ditadura do regime soviético, só tendo  retornado aos EUA em 1991, pouco antes de sua morte.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">No  entanto, suas criações, em especial o theremin original, consagraram-se  em nível mundial. Ouve-se o theremin nos mais diversos contextos, desde  em obras de compositores eruditos até discos de rock e música pop,  passando por trilhas sonoras de filme e música para balés. Sendo um  instrumento fácil de tocar, mas muito difícil de dominar, o repertório  erudito para theremin é pouco conhecido, mas possui uma discografia de  tamanho considerável. Dentre os instrumentistas que decidiram encarar o  desafio de domar a fera destaca-se a lituana Clara Rockmore (1911-1998),  que participou dos conjuntos de theremin ao lado de seu criador, sendo  considerada a maior </span><em><span style="font-size: small;">virtuosa</span></em><span style="font-size: small;"> do  instrumento de todos os tempos. Aluna e sobrinha distante de Theremin,  Lydia Kavina é possivelmente a maior thereminista em atividade  atualmente, e uma de suas alunas, a alemã Carolina Eyck, já é uma  instrumentista consagrada no circuito de concertos internacional.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Na  próxima coluna vamos falar sobre o que aconteceu no período entre as  grandes guerras, e como elas acabaram colaborando para o surgimento de  novos equipamentos. Até lá.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Na Web:</span></p>
<p><span style="font-size: small;">http://www.obsolete.com/120_years/  &#8211; Site com um resumo da história da música e dos instrumentos  eletrônicos</span></p>
<p><span style="font-size: small;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Theremin" target="_blank">Artigo curto sobre o Theremin em português</a></span></p>
<p><span style="font-size: small;">http://www.thereminworld.com/</span><br />
<span style="font-size: small;">http://www.thereminvox.com/</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Dois  sites sobre contendo informações sobre instrumentos, instrumentistas e  bandas que usam theremins.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">http://www.thereminvox.com/filemanager/list/12/  &#8211; Mp3s raros com gravações do </span><em><span style="font-size: small;">Intonarumori</span></em><span style="font-size: small;">.</span></p>
<p><span style="font-size: small;">http://musicmavericks.publicradio.org/rhythmicon/  &#8211; Um Rhythmicon online</span></p>
<p><span style="font-size: small;">Para ver:</span></p>
<p><em><span style="font-size: small;">&#8220;Theremin:  An Electronic Odissey&#8221;</span></em><span style="font-size: small;"> &#8211; documentário de 1994,  dirigido por Steven Martin, com depoimentos de Leon Theremin, Clara  Rockmore, Robert Moog e Brian Wilson, entre outros</span></p>
<p><span style="font-size: small;">http://www.youtube.com/watch?v=ZI5xWbRXbU4  &#8211; Apesar da baixa qualidade de imagem e som, esse vídeo mostra Leon  Theremin ensinando uma música no instrumento, pouco antes de sua morte  em 1993</span></p>
<p><span style="font-size: small;">http://www.youtube.com/watch?v=Xn4TgYkqdi8  &#8211; Lydia Kavina toca &#8216;Clair de Lune&#8217; de Debussy ao Theremin</span></p>
<p><span style="font-size: small;">http://www.youtube.com/watch?v=Xeq6dN_YS-g&amp;eurl=  &#8211; Carolina Eyck toca theremin com uma orquestra de câmara</span></p>
<p><span style="font-size: small;">http://www.youtube.com/watch?v=lX8vrt3j1xc&amp;mode=related&amp;search=  &#8211; Matéria sobre o theremin na BBC inglesa, com o instrumentista Bruce  Wooley</span></p>
<p><strong><span style="font-size: small;"><br />
</span></strong></p>
</div>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Agora sim</title>
		<link>http://www.jardelmusic.com/2010/05/12/agora-sim/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 12:58:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>missionariojose</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde o seu lançamento, esse é o primeiro motivo realmente sério que alguém teria pra comprar um iPhone Share on Facebook]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o seu lançamento, <a href="http://www.propellerheads.se/products/rebirth/?short=8FE37F2A">esse é o primeiro motivo realmente sério</a> que alguém teria pra comprar um iPhone</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 637px"><a href="http://www.propellerheads.se/products/rebirth/"><img class=" " src="http://www.propellerheads.se/img/homepage/100429-rebirth-topstory.jpg" alt="" width="627" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Muita coisa nasceu do Rebirth, inclusive boa parte das primeiras músicas do Bonsucesso Samba Clube</p></div>
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		<title>Diversitronica, hoje e no carnaval</title>
		<link>http://www.jardelmusic.com/2010/01/27/diversitronica-hoje-e-no-carnaval/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 12:29:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>missionariojose</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esse é o nosso show de hoje, com o Nuda e o Volver. Segunda-feira de Carnaval a gente abre os trabalhos no RECBeat, às 20h Share on Facebook]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.jardelmusic.com/wp-content/uploads/2010/01/banner-dia-27-nox-600x4241.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-422" title="banner-dia-27-nox-600x424" src="http://www.jardelmusic.com/wp-content/uploads/2010/01/banner-dia-27-nox-600x4241.jpg" alt="banner-dia-27-nox-600x424" width="600" height="424" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Esse é o nosso show de hoje, com o Nuda e o Volver. Segunda-feira de Carnaval a gente abre os trabalhos no RECBeat, às 20h</p>
<p class="facebook"><a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://www.jardelmusic.com/2010/01/27/diversitronica-hoje-e-no-carnaval/" target="_blank" title="Share on Facebook">Share on Facebook</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Voltage</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 12:50:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>missionariojose</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como só tem amigo safado quem pode, só hoje eu consegui parar para assistir ao Voltage, o mais recente curta de animação dos estúdios de animação da Barros Melo, com direção de William Paiva e Filippe Lyra, animado por eles, mais Leo D e mais um bocado de gente &#8211; que você pode conferir lendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Como só tem amigo safado quem pode, só hoje eu consegui parar para assistir ao <a href="http://vimeo.com/5734105">Voltage</a>, o mais recente curta de animação dos estúdios de animação da <a title="Barros Melo" href="http://www.barrosmelo.com.br" target="_blank">Barros Melo</a>, com direção de William Paiva e Filippe Lyra, animado por eles, mais Leo D e mais um bocado de gente &#8211; que você pode conferir lendo a ficha técnica lá no Vimeo, e trilha de William e Leo.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu diria que o único defeito desta animação é a curta duração, mas não muito, porque sei do trabalho desgraçado que é fazer os meros 3 minutos e tanto que podemos assistir aqui. Outro defeito, obviamente, é o fato de o Diversitronica não estar completo na trilha sonora, mas esse defeito é mais culpa minha mesmo, na verdade. Fora isso, achei muito bonito e muito bem-feito, e saber que isso é obra de pessoas que vivem a mesma realidade da gente é muito inspirador.</p>
<p style="text-align: justify;">É interessante perceber ao mesmo tempo influências de baluartes consagrados como <a title="Otomo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Katsuhiro_Otomo" target="_blank">Otomo</a> e a turma do Japão, e detalhes sutis de traço e estética que mostram bem onde é que o filme foi feito, e subvertem nosso eterno paradigma de &#8220;foi feito em Recife mas poderia ter sido em Londres&#8221;. Pelo contrário é uma das provas cabais de que, dadas as mínimas condições, o material humano recifense é potencialmente uma referência internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre o Filippe, não posso falar nada além de elogiar o trabalho que eu conheci através do Voltage, indo direto para os favoritos. Sobre William e Leo, sou suspeito pra falar qualquer coisa, pois o que não fosse influenciado pela nossa amizade seria pela admiração inconteste que tenho pelos dois. Fico muito feliz de ver que num meio em que frequentemente vemos a carapuça de gênio adornar cabeças mais hábeis na arte de dar chilique do que em qualquer outra propriamente dita, vejo meus amigos tranquilos e calmos fazendo coisas geniais.</p>
<p><object width="400" height="225" data="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=5734105&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=5734105&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /></object></p>
<p><a href="http://vimeo.com/5734105">Voltage</a> from <a href="http://vimeo.com/bamstudiofilms">Bam Studio</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p class="facebook"><a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://www.jardelmusic.com/2009/08/05/voltage/" target="_blank" title="Share on Facebook">Share on Facebook</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Em San Francisco</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 19:11:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>missionariojose</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Embora estejamos aqui contemplando o vai e vem dos automóveis pela Vila Mariana, Jardel também está presente lá em San Francisco, na GDC deste ano, numa parceria com um estúdio de jogos eletrônicos. Para quem quiser saber mais &#8211; sobre a feira, é só acessar o link acima ou abaixo: Nesse ínterim, estamos nos entretendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Embora estejamos aqui contemplando o vai e vem dos automóveis pela Vila Mariana, Jardel também está presente lá em San Francisco, na <a title="GDC" href="http://www.gdconf.com/index.html" target="_blank">GDC </a>deste ano, numa parceria com um estúdio de jogos eletrônicos. Para quem quiser saber mais &#8211; sobre a feira, é só acessar o link acima ou abaixo:</p>
<div id="attachment_133" class="wp-caption alignleft" style="width: 652px"><a href="http://www.gdconf.com/index.html"><img class="size-full wp-image-133" title="GDC-2009" src="http://www.jardelmusic.com/wp-content/uploads/2009/03/gdc.jpg" alt="Game Developers Conference - 2009" width="642" height="113" /></a><p class="wp-caption-text">Game Developers Conference - 2009</p></div>
<p>Nesse ínterim, estamos nos entretendo com:</p>
<p>- Demos e idéias que estão virando faixas com nosso querido Igor Gazatti, a.k.a. Zyon, e nossa querida Cecília Meira.</p>
<p>- Vídeos de celular para recapitular as lições de domingo do <a title="Kraftwerk em SP" href="http://www.youtube.com/watch?v=BZ72aGoexaM">Kraftwerk</a> e do <a title="Radiohead em SP" href="http://www.youtube.com/results?search_type=&amp;search_query=Radiohead+S%C3%A3o+Paulo&amp;aq=f">Radiohead</a>.</p>
<p>- Arranjos e organizações e preparativos para o disco do <a title="Projeto Guri" href="http://www.projetoguri.com.br/site/index.php">Projeto Guri</a>.</p>
<p class="facebook"><a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://www.jardelmusic.com/2009/03/24/em-san-francisco/" target="_blank" title="Share on Facebook">Share on Facebook</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>Reminiscências de Sexta à Noite</title>
		<link>http://www.jardelmusic.com/2009/01/30/reminiscencias-de-sexta-a-noite/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 22:50:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>missionariojose</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje eu me deparei com um artigo bem interessante sobre a história da música e dos instrumentos eletrônicos, que se destaca por ser bastante simples, com várias ilustrações &#8211; inclusive uma imagem do piano Audion, que eu nunca tinha visto: Audion Piano Esse texto é uma boa opção pra quem se interessa sobre o assunto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Hoje eu me deparei com um <a href="http://mundoestranhodepb.blogspot.com/2009/01/vanderlei-lucentini-texto-msica.html">artigo</a> bem interessante sobre a história da música e dos instrumentos eletrônicos, que se destaca por ser bastante simples, com várias ilustrações &#8211; inclusive uma imagem do piano Audion, que eu nunca tinha visto:</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_15" class="wp-caption alignnone" style="width: 275px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.flickr.com/photos/29656664@N04/3205656892/"><img class="size-full wp-image-15" title="Audion Piano" src="http://www.jardelmusic.com/wp-content/uploads/2009/01/3205656892_36c8d8170d_o.jpg" alt="Audion Piano" width="265" height="174" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Audion Piano</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Esse texto é uma boa opção pra quem se interessa sobre o assunto, mas não quer encarar muita teoria. É importante também porque fala muito sobre as questões estéticas que orientaram boa parte dessa história toda. Agradecemos ao <a href="http://www.flickr.com/photos/29656664@N04/">Paulo Beto</a> pela pesquisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje também começou um negócio de doido que é a <a title="Global Game Jam" href="http://globalgamejam.org/">Global Game Jam</a>, uma competição internacional em que equipes do mundo inteiro tentam criar um jogo em 48 horas. No site você pode escolher algum lugar do mundo onde as pessoas estejam virando bicho, e assistir ao vivo. O Recife inclusive está representado pelo <a href="http://igdarecife.wordpress.com/">IGDA</a>, com coordenação do nosso amigo Arthur Mittelbach.</p>
<p style="text-align: justify;">E mais tarde tem show do <a href="http://tonydagatorra.blogspot.com/">Tony da Gatorra</a>. Espero que a chuva permita.</p>
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