Jardel Music

Música e Áudio

Archive for the ‘Jardel’ Category

Show no Studio SP, sem fumaça

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Alô alô, meu povo. Amanhã – Quarta-feira – estaremos lá no Studio SP com a Stela Campos e também os Hitchcocks, fazendo aquele rock doidão psicodélico. Aparecam!!!

Stela Campos no Studio SP

Stela Campos no Studio SP

Written by missionariojose

August 17th, 2009 at 11:46 pm

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Voltage

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Como só tem amigo safado quem pode, só hoje eu consegui parar para assistir ao Voltage, o mais recente curta de animação dos estúdios de animação da Barros Melo, com direção de William Paiva e Filippe Lyra, animado por eles, mais Leo D e mais um bocado de gente – que você pode conferir lendo a ficha técnica lá no Vimeo, e trilha de William e Leo.

Eu diria que o único defeito desta animação é a curta duração, mas não muito, porque sei do trabalho desgraçado que é fazer os meros 3 minutos e tanto que podemos assistir aqui. Outro defeito, obviamente, é o fato de o Diversitronica não estar completo na trilha sonora, mas esse defeito é mais culpa minha mesmo, na verdade. Fora isso, achei muito bonito e muito bem-feito, e saber que isso é obra de pessoas que vivem a mesma realidade da gente é muito inspirador.

É interessante perceber ao mesmo tempo influências de baluartes consagrados como Otomo e a turma do Japão, e detalhes sutis de traço e estética que mostram bem onde é que o filme foi feito, e subvertem nosso eterno paradigma de “foi feito em Recife mas poderia ter sido em Londres”. Pelo contrário é uma das provas cabais de que, dadas as mínimas condições, o material humano recifense é potencialmente uma referência internacional.

Sobre o Filippe, não posso falar nada além de elogiar o trabalho que eu conheci através do Voltage, indo direto para os favoritos. Sobre William e Leo, sou suspeito pra falar qualquer coisa, pois o que não fosse influenciado pela nossa amizade seria pela admiração inconteste que tenho pelos dois. Fico muito feliz de ver que num meio em que frequentemente vemos a carapuça de gênio adornar cabeças mais hábeis na arte de dar chilique do que em qualquer outra propriamente dita, vejo meus amigos tranquilos e calmos fazendo coisas geniais.

Voltage from Bam Studio on Vimeo.

Links Rápidos para quem tem Pressa

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Esse vídeo do Bernard Purdie é um dos diversos vídeos dele dando toques para bateristas aspirantes disponíveis no YouTube, mas virou o favorito da semana aqui em Jardel pelas interjeições do Purdie ao demostrar suas contribuições ao mundo das batidas fantásticas. Assitam até o final:

Saiu na revista Continente desse mês uma matéria sobre produção musical, com depoimentos deste que vos escreve, e também do Leo D, Beto Villares, Jeff Moura e Kassin. A matéria não está online – sem dúvida uma iniciativa que a revista já poderia ter tomado – mas há uma prévia aqui, e quem quiser pode sempre tentar comprar a revista.

E por fim, no MySpace do Cidadão Instigado já tem uma música do disco novo que sai agora em Agosto ou Setembro, “UHUUU!”.

Written by missionariojose

July 30th, 2009 at 7:31 pm

Aventuras em Diversos Canais, Cap. 3 – Mundo Livre S/A – Deixa essa Vergonha de Lado

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As coisas no mundo misterioso da produção fonográfica não tendem a ser rápidas. Pelo contrário, elas dependem de um emaranhado de variáveis sobre as quais raramente a gente consegue ter algum controle, seja o tempo que leva pra terminar um arranjo, achar o clima certo pra gravar uma voz, acertar algumas palavras na letra ou notas na melodia, essas coisas realmente não são rápidas, mesmo pros mais rápidos. Parafraseando o Beto Villares, fazer coisa boa leva tempo. Do mesmo modo, por vezes o acaso nos dá um fôlego extra, ou uma combinação de fatores incomum em que as coisas andam bem e rápido ao mesmo tempo. É o caso da faixa deste capítulo, uma versão de um clássico do grande Odair José, feita pelo Mundo Livre S/A.

Eu nunca me questionei muito o porquê, mas o MLSA é uma banda muito rápida em estúdio. Talvez por causa da experiência do “Samba Esquema Noise”, em que o pessoal passou – segundo uma lenda da época no Jornal do Commercio recifense – umas seiscentas horas no estúdio. Eu nunca parei pra confirmar com nenhum dos envolvidos quanto tempo o disco levou de fato, mas em se tratando de uma obra-prima, sem dúvida valeu a pena. De qualquer modo, em todas as vezes que eu trabalhei gravando a banda, foi tudo muito rápido. E dessa vez, especificamente, foi tudo muito rápido mesmo, 6 horas desde começar do zero até a mix final, no caso.

Nessa sessão o Mundo Livre foi o Fred Zeroquatro e o Areia, um dos meus maiores ídolos, com quem eu tive a sorte de trabalhar muitas vezes, e o estúdio foi o Fábrica velho de guerra. Como referência pra o que a gente ia fazer, o Fred trouxe o Trans do Neil Young, sugerindo alguns detalhes de programação e também usar um vocoder na voz. Programamos a batida e a estrutura do arranjo no Reason, usando alguns sons de baterias eletrônicas antigas, um sintetizador arpejado e outro numa cama para satisfazer qualquer fã do Mr. Mister.

Em seguida, gravamos o baixo com um dos ‘frankensteins’ de Areia, direto no Avalon 737sp com uma compressão supimpa ali na casa dos 4:1. O cavaco foi gravado da mesma maneira, usando um cavaco JB que o Fred usa ao vivo, cheio de espuma pra evitar feedback, o que foi ótimo pra dar o timbre mezzo guitarrada paraense – mezzo guitarra africana que a música pedia – complementado por um delayzinho curto na mix. A voz foi gravada num Neumann TLM 103 também no Avalon, mas com um pouco menos de compressão.

O vocoder infelizmente não foi esse da foto. Ou felizmente, porque um bicho desse tamanho deve levar umas 3 horas só pra ligar e deixar funcionando. Usamos mesmo o bom e velho Orange Vocoder, que não fica devendo nada a nenhum vocoder de hardware, só chama menos atenção dos clientes. Nesse caso específico usamos três regulagens, um mais ‘Robô Gigante’ pra voz principal na primeira estrofe e refrão, outro meio ‘Coral de Robôs’ pra segunda, e uma terceira mais tradicional pro refrão final, onde a voz de Fred também aparece ao natural.

A mixagem, do ponto de vista de equilíbrio dos elementos, foi simples. O que é difícil quando temos poucos elementos em jogo é manter a atenção do ouvinte durante dois ou três minutos. Pra isso, e como a música tem uma forma bem básica – Intro + AB + ABB, o truque foi colocar alguma coisa nova a cada parte, e brincar com o som da voz também, que estaria no centro das atenções como lhe é peculiar.

Outro fator importante na mix foi a abordagem ‘Rudy Van Gelder‘ de Areia, segundo a qual as coisas que soam simples e bem funcionam melhor do que acrobacias na mix. Achando o canto de cada um, todo mundo fica feliz, em outras palavras. Para ressaltar o aspecto baile da canção, apertamos tudo um pouco mais do que costumamos, mas nada demais para não atrapalhar a poesia e o comentário social da faixa, que você pode ouvir abaixo, e na coletânea “Eu vou tirar você desse lugar“, produzida pela Allegro Discos com distribuição da Tratore.

DeixaEssaVergonha

Não, não foi esse o nosso vocoder

Não, não foi esse o nosso vocoder

P.S.: Buscando o link da Propellerhead, eu me deparei com isso aqui. Ai, ai, ai…

Written by missionariojose

July 22nd, 2009 at 12:27 pm

Botando em Dia

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  • No site da Trama Virtual, hoje e nos próximos dias temos uma entrevista do Profiterolis e outra da Stela Campos sobre seus mais recentes trabalhos, que contaram com a participação do Missionário na produção, e também tocando coisas aqui e ali. Lembrando que você pode ouvir e baixar coisas aqui e aqui, dos dois discos respectivamente.
  • Ainda falando da Stela, ela e sua banda estarão na Livraria da Esquina nas quintas-feiras 25/06 e 02/07 com o show do Mustang Bar, contando com as participações especiais do Departamento Celeste e dos Black Horses, com discotecagem do Bruno Orsini e da Katia Mello. A Livraria fica na Rua do Bosque, 1254, na Barra Funda.
  • Ainda essa semana em Jardel  estamos terminando e mandando pra fábrica o disco de estréia de Biu Roque, uma das grandes vozes do Brasil, que muitos provavelmente já conhecem dos discos do Siba e do Beto Villares, entre outros. O disco conta com a participação destes e de vários outros aprendizes do grande Biu Roquinha, e é uma produção em parceria do Missionário com Caçapa e Alessandra Leão, que também aparecem tocando e cantando em várias faixas.
  • Ainda sobre mandar pra fábrica, fontes fidedignas confirmam que o Cristalina, disco “de estréia” da Lulina, seguiu pra prensagem e brevemente chega ao público em geral.
  • Boa parte da nossa ausência aqui em nosso espaço virtual deveu-se ao espetáculo “Lo Cor de La Rosa”, que percorreu agora, na primeira quinzena do mês, boa parte do interior Paulista, a Capital e também foi até o Recife. O projeto consiste na associação do grupo vocal de Marselha Lo Cor de La Plana com a Renata Rosa e seu conjunto. Pra quem não teve a oportunidade de assistir aos shows da turnê, recomendo buscar vídeos do Lo Cor na internet para conhecer os caras, que entendem um bocado de gogó:

Written by missionariojose

June 21st, 2009 at 1:25 pm

O mundo e as coisas (de Lulina)

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Lulina, como muitos sabem, é Jardelense de alma e coração. Portanto, idéias boas não faltam e eis mais uma. Participem. Isso vai ser muito bom. Jardel participará.

Hoje é dia 13. Dia perfeito para se começar um projeto pirado.

Funciona assim: você nem precisa sair dessa cadeira em que você está.
Basta escrever uma frase sobre o seu dia 13 (hoje) e mandar para lulilandiatown@gmail.com, com o subject “meu dia 13”.

Não precisa pensar muito, o importante é que seja uma frase sobre como você está se sentindo hoje, ou sobre alguma coisa que aconteceu ao seu redor, enfim. Nada de poesia ou frase bem construída, o importante é o conteúdo dela. Eu vou ler a frase que todo mundo mandou e, a partir delas, fazer uma música. Posso usar ou não a frase exatamente como foi escrita, mas se eu usar ao menos a idéia/sentimento contidos nela, a pessoa que mandou já faz parte automaticamente do rall dos “compositores” da música.

No próximo dia 13 (de junho), vou disponibilizar a música gravada, com o crédito de todos os autores das frases que usei como inspiração (vai ser um método bem subjetivo, não vou poder usar a frase de todo mundo, senão a música vai ter duas horas de duração, mas vou tentar usar o máximo de frases e idéias que puder, creditando sempre seus autores).

A pessoa vai poder ouvir a música e reconhecer que parte do dia dela está ali, na canção.
E no próximo dia 13 de junho, novamente vocês podem mandar frases sobre o dia 13 que vocês estão vivendo naquele momento. E, novamente, farei uma outra música com elas, para disponibilizar no dia 13 seguinte. Resumindo: todo dia 13 temos um encontro nesse blog, para ouvir a música composta por todos nós e para movimentar novos emails com frases. No final de 13 meses, reunirei todas as músicas feitas em um único disco, chamado “Meus dias 13”, composto por um número recorde de compositores: eu e todo mundo que mandou alguma frase que foi usada.

Então, daqui a 13 meses, depois do disco ficar pronto, farei um show de lançamento, o primeiro COMPOSISHOW, onde todos os compositores poderão pegar o seu disco de graça. Fale frisar que o disco vai ser um cd-r, obviamente (já que todas as gravações serão realizadas de forma caseira, mas com uma boa qualidade). Mas, se ao final de 13 meses, todos estiverem bastante felizes com o resultado, quem sabe não fazemos uma vaquinha para prensar em SMD? Tudo depende do resultado que obteremos. Por enquanto, vamos pensar pequenininho e ver no que dá essa brincadeira. Algo me diz que vai dar pelo menos um belo disco sobre os nossos dias 13 na Lulilândia.

Atenção: só valem frases mandadas até a meia-noite de cada dia 13.

Written by edipo

May 13th, 2009 at 11:05 am

As duas semanas dos presidentes – 06.05.09

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  • Recebemos, ainda em Abril, uma cópia de “São Mateus não é um lugar assim tão longe”, disco de estréia de Rodrigo Campos, bastante noticiado na imprensa local e nacional, inclusive. A terceira faixa do mesmo, de título ‘Brother José’, contou com produção e baixo elétrico do Missionário homônimo – que não é o brother em questão, apesar da amizade iniciada com o compositor por ocasião desta empreitada – e guitarras embaladas do André Édipo. A faixa, que também conta com a bateria e os vocais magistrais do Curumin,  pode ser ouvida no nosso Myspace, e também no site da Ambulante.
  • Segunda, dia 27, o Missionário foi até Pirassununga conferir um ensaio dos meninos do Projeto Guri, pra música ‘Os Fugitivos’, do Maurício Pereira, que será produzida por Jardel no disco “Guri Convida”, cujas gravações começam no mês que vem. Quarta, dia 29, foi a vez do Pólo Mazzaropi, na capital, pra conferir a música do Curumin, e fechando o mês o Pólo Júlio Prestes, pra conferir como vai a do Siba.
  • Em Recife, no dia 25, houve a primeira edição do festival Quintal PE, que contou com shows de Nação Zumbi, Eddie, Otto, Blind Date (Naná Vasconcelos + DJ Dolores), Eta Carinae, Bonsucesso e Vargas. Neste festival houve a reedição do show China+Mombojó que foi feito ano passado em algumas cidades – Recife, São Paulo, Rio e Curitiba. André tocou com China e os Mombojós e o show foi muito bom.
  • Também em Recife, um dia antes do festival, foi inaugurado o Memorial Chico Science onde a Jardel fez o sound design para ambiente imersivo que conta com projeção e utilização do Vimus, do grande Jarbinhas.
  • Outro disco que está em processo de lançamento – digamos assim, é o novo do Profiterolis, produzido pelo Missionário junto com a banda, e gravado ao vivo (com e sem platéia) no teatro do SESC de Casa Amarela no meio do ano passado. Por enquanto você pode baixar um single no site da banda – www.profiterolis.com – e também assistir a um trecho de um making-of que está sendo feito pela nossa querida Tatiana Almeida:

  • Voltamos hoje de um breve período de visitas no Rio de Janeiro, aos amigos das antigas e também a novos amigos e parceiros. Jardel presente e no resumo seguinte, mais novidades.

A semana dos presidentes – 17.04.09

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Em resumo vos digo que a semana foi deveras cheia. E não termina por aqui, mas como sempre, vamos por partes:

  • Terminamos a trilha interativa para o ambiente imersivo do Memorial Chico Science que, esperamos, será inaugurado semana que vem no Pátio de São Pedro em Recife. A trilha que você vai ouvir quando visitar o memorial é uma combinação de uma trilha convencional – que acompanha o vídeo exibido no mesmo ambiente – e pedaços que serão ouvidos de acordo com a sua posição na sala. Se der tudo certo, a experiência será única para todos os visitantes, a qualquer momento.
  • Tivemos também a visita – que foi na semana passada, mas como esse é o nosso primeiro resumo semanal nós nos demos o direito de incluir atividades de outras semanas – da ilustríssima Cláudia D’Orei, pra trabalhar em um tema com o Édipo, que falhou heroicamente em registrar o evento.
  • Da mesma rapeize, mas nessa semana agora, veio também o Gil Duarte, flautista e trombonista de primeira, conhecer as instalações e trocar umas idéias. Devidamente registrado e futuramente postado.
  • Na segunda e na quarta – e também na quarta que vem – o Missionário foi até a Faculdade Anhembi-Morumbi conversar sobre Produção fonográfica com os alunos do curso de Produção Fonográfica, e também de Música Brasileira.
  • Agora no final da semana apareceu uma trilha pra um vídeo de 8 minutos. É um editorial de moda que será gravado a partir de quase um mash-up de canções do primeiro disco de Bruno Morais. No resumo da semana que vem com certeza já teremos essa trilha pronta por aqui.
  • E hoje a noite estaremos ao vivo acompanhando a Stela Campos no “Baile Folk no Inferno“, lá pras tantas da madrugada:
Baile Folk no Inferno
Baile Folk no Inferno

É isso, turma. Até semana que vem!

Written by missionariojose

April 17th, 2009 at 5:13 pm

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Aventuras em Diversos Canais, Cap. 2 – Sivuca & OSR – João e Maria

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Voltando à nossa série, e também a 2004, resolvi buscar uma faixa que pra mim teve um significado muito importante, de uma forma quase multidisciplinar, digamos assim. Não é todo o dia em que você grava uma das suas músicas favoritas com o próprio compositor dela. E João e Maria é uma das minhas músicas preferidas, desde sempre, fato devidamente documentado em alguma fita K7 onde estou eu lá cantando com uns três anos de idade.

Numa das diversas pausas no disco d’Azabumba, eu fui convidado pelo Paulo Lima – possivelmente o melhor diretor que o Depto. de Música da UFPE já teve, sem dúvida o mais camarada – e pelo Osman Gioia – que foi meu professor na especialização e também é o Regente da Orquestra Sinfônica do Recife – pra gravar um disco da OSR com o Sivuca, executando um repertório que já fazia tempo que era executado em seus concertos com Orquestras em geral, e da OSR com ele – que também foi responsável por todas as orquestrações.

A idéia seria gravar no Teatro do Centro de Convenções da UFPE, que não é a melhor das salas, mas também está longe de ser a pior. Na verdade, é uma sala bem-comportada, talvez com uma reverberação um pouco longa demais. Definitivamente não é tão suscetível aos ruídos do exterior quanto o Sta. Isabel, por exemplo, que tem uma acústica muito legal, mas um isolamento de mentira, e é bem mais útil pra gravação do que o Teatro Guararapes, talvez grande demais. E bom, faz parte do conglomerado UFPE, então ficava bem mais acessível para o Depto., pra começo de conversa.

O equipamento para a gravação foi o do próprio estúdio, devidamente desmontado e levado pro teatro, e ficou sob os cuidados meus, do grande Adriano Nascimento, e do Marcílio. Gravamos com um par espaçado, tendo a opção de um terceiro microfone central caso o centro ficasse muito vazio, e alguns microfones pontuais por naipe, além de um microfone para a Sanfona solo. O Adriano e o Marcílio ficaram cuidando da botoeira e dos níveis, e eu cuidei de olhar as grades e acompanhar a orquestra pra ninguém passar a perna na gente. O disco foi todo feito em uma semana, começando com a montagem e ajustes na segunda-feira, e na quinta já tínhamos tudo no HD.

Gravar orquestra é um dos maiores exercícios de organização e foco, e uma aula de como resolver os problemas de uma produção antes que eles se tornem problemas. Antes de mais nada, o empenho de reunir uma Orquestra Sinfônica, em qualquer lugar do mundo, está além das forças de qualquer indivíduo. Depois de reunido, acomodado e microfonado, é sempre bom lembrar que estamos falando de umas duzentas pessoas, e não de quatro ou cinco. Pra mandar rodar um take, é melhor checar algumas vezes se está tudo ligado, com exceção dos celulares. E ouvir – e anotar – o que acontece no take, pra saber se precisa refazer tudo, só um pedaço. E lembrar que uma parada pro cafezinho tende a levar entre 40 minutos e uma hora. Mais ainda quando a orquestra é repleta de figuras do naipe de Homero Basílio e João do Cello.

Por outro lado, é um som que tá ali, tá pronto. Ao contrário de uma mixagem de música popular, em que você normalmente constrói um som ancorado em alguns elementos, com a orquestra você parte de uma perspectiva que já existe, é só não estragar. No nosso caso particular, usamos a técnica de gravar uma claquete pra alinhar todos os microfones pontuais com os microfones do ambiente, que economizou um bocado de tempo na preparação das faixas pra edição e mixagem. A edição foi quase nenhuma, meramente juntar algum material que tenha chamado mais atenção de um take com outro, e a mixagem foi praticamente um passeio no Parque da Jaqueira ao por-do-sol.

Ainda tivemos a sorte de conseguir lançar o disco com o Sivuca no Teatro Sta. Isabel, em uma de suas últimas apresentações. Impecável, como sempre.

João e Maria

Procure saber:

Sivuca – Site Oficial

Verbete da Wikipédia

Written by missionariojose

April 13th, 2009 at 9:22 pm

Stela em Jardel

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Zé+Vinícius+Stela+ÉdipoTremenda foto do show que rolou com Stela Campos no Centro Cultural São Paulo. 

Momento de concentração total da Jardel. (Na verdade, concentração do sub – eu – pra não vacilar na música).

Written by edipo

April 4th, 2009 at 12:29 pm