Jardel Music

Música e Áudio

Archive for the ‘Jardel’ Category

Limando o inglês – ou quase

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Sem inglês, por favor

Diretamente inspirado pelas coletâneas do Tarta lá em seu blog Ferro Extra, comecei a carregar algumas coletâneas passadas na minha conta do Grooveshark. Começo com essa aqui, que eu fiz no ano passado pra um programa da Radio Levi’s, em que a condição que eu mesmo me impus foi de não usar músicas no idioma inglês, e mesmo assim construir uma coleção de faixas bacanas e internacionais. Tem japonês, galês, alemão, português sem dúvida, mas com exceção de um verso aqui e ali em “Santa Maradona” e “Sénegal Fast-food” – coincidentemente duas faixas da lavra do sempre poliglota Manu Chao – o inglês é ausente.

Outro objetivo nessa coleta foi juntar faixas e artistas que eu tivesse ouvido muito em algum momento da minha vida, longínquo ou recente, o que acabou se confirmando mesmo no caso da minha própria banda de tempos idos, os Supersoniques, sendo esta uma das faixas que eu mais ouvi do disco que leva o seu nome, e que até hoje a gente nunca lançou.

Sem mais delongas, vão lá e ouçam: Limando o inglês – ou quase

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August 29th, 2010 at 12:20 pm

Seu Jorge and Almaz

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Almaz

Almaz, devidamente encarnadas

Essa semana começa nos Estados Unidos a turnê do Seu Jorge and Almaz, uma banda que se formou há uns dois anos atrás, durante a produção de uma trilha que acabou não sendo, pro filme Linha de Passe, do Walter Salles, Jr. e da Daniela Thomas. Essa ‘trilha perdida’ foi composta pelo trio Lúcio Maia, Pupillo e Antônio Pinto, com trabalhos técnicos, logísticos e psicológicos deste que vos escreve, e durante o processo surgiu a idéia de colocar nos créditos finais uma versão de ‘Juízo Final’ - de Nelson Cavaquinho e Élcio Soares – que Lúcio já tocava no seu projeto paralelo, o Maquinado. A versão partiu de um Loop de Bateria gravado nas sessões que tínhamos feito no Fábrica, antes do Carnaval de 2008, que foi onde a produção da trilha começou, e surgiu a idéia de convidarmos alguém pra colocar a voz.

Num golpe fortuito do acaso, Jorge ligou pra tratar de outros assuntos com Antônio, e a idéia da participação se cristalizou. No mesmo dia ele veio ao estúdio e gravou a voz literalmente de primeira – o que se ouve no disco é, de fato, o primeiro take de voz. Em seguida, pintou a idéia de fazermos ‘Errare Humanum Est’, do Jorge Ben, também pro filme, e como o processo estava fluindo, ficou combinado de acontecerem outras sessões partindo do mesmo princípio.

Em questão de duas semanas, o disco já estava 90% pronto, num esquema espartano em que normalmente eu começava os trabalhos da trilha por volta das 10 da manhã, Antônio chegava por volta da hora do almoço, pouco depois chegavam Lúcio e Pupillo, e seguíamos em frente com a Linha de Passe. À noite chegava o Jorge, e aí a sessão do Almaz se estendia até umas 3 da matina. Cada um trazia algumas idéias de músicas pra tocar, tirava na hora, montava o arranjo e já gravava também. Montamos um esquema bacana, gravando a bateria com 5 canais e usando os outros três que tínhamos pra voz, baixo e guitarra, com Lúcio e Antônio tocando na técnica e Jorge gravando em uma sala separada da bateria. Dessas sessões já saiu muita coisa de guitarra e voz que ficou valendo pro disco, inclusive. A maioria das guitarras foi reprocessada – a gente pegou o sinal original que tinha sido gravado direto sem efeitos e regravou mandando pra um amplificador, e algumas poucas foram dobradas ou regravadas. Tempos depois, ainda rolou uma outra sessão com o Mário Caldato – que mixou o disco em casa – pra regravar ‘Cristina’ e  ‘Girl You Move Me’, e foi esse o processo.

Durante esses dois anos que se passaram desde então, muito se especulou por aí sobre a própria existência do disco / projeto, e por aqui sobre a possibilidade desse disco vir a sair algum dia. Em se tratando de um disco de covers feito por quatro pessoas que já tem carreiras devidamente estabelecidas, as possíveis complicações em diversos níveis assustam qualquer um. Eu de minha parte, fiquei muito feliz quando recebi as notícias do lançamento, e mais ainda quando tive o compacto de estréia em minhas mãos, não é todo dia em que eu divido os créditos com nomes tão ilustres, ainda mais pelo mundo afora. Ouçam e aproveitem: www.seujorgealmaz.com

P.S.: Da trilha, no final das contas, ficaram uns dois trechos curtinhos durante o filme, e “Juízo Final” nos créditos, com o detalhe de que alguém na montagem final colocou uma cópia de monitor que tínhamos mandado pro Walter no lugar da mix mesmo.

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July 22nd, 2010 at 11:48 am

Para onde vai a música em 2010?

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Há uns 10 anos atrás, com a devida lambuja para um pouco a mais ou a menos, eu li uma entrevista do Thurston Moore onde ele mencionava determinado acontecimento de sua juventude quando, perambulando pela noite novaiorquina, se deparou com um amigo compositor, um par de décadas mais velho, visivelmente transtornado, em pé entre a rua e a calçada parecedo um espantalho giratório. Indagado sobre a razão de tal transtorno, respondeu:

- Eu não sei para onde está indo a música do Século XX…

Avalie se ele tivesse encontrado com Ivinho...

Avalie se ele tivesse encontrado com Ivinho...

Nosso título de hoje vem parafraseando o anônimo compositor da história, com os sinceros votos de que agora, dado que o Século XX acabou pra valer, esteja em paz neste ou em outro mundo. Talvez a fonte de seu transtorno comece no fato de que “música” é uma palavra tão corriqueira que normalmente perdemos a noção de sua abrangência. É como a expressão “todo mundo”. Às vezes eu me pego pensando sobre como seria se essa expressão realmente traduzisse o seu sentido literal, como por exemplo no comentário: “Todo mundo vai pra festa na casa de fulaninho, pô, vamo lá”. Aí você vai pra tal festa e encontra com o presidente Obama na fila do banheiro, amparando um desabrigado do Haiti com a ajuda de voluntários de São Luis do Paraitinga e da Hebe Camargo. Todo mundo é muita gente, e Música quer dizer muita coisa.

Não é por acaso que em civilizações mais antigas a Música seja assunto dos deuses, e na nossa – a saber, ocidental e eurocêntrica – tenha justamente sido sistematizada primeiramente dentro da Igreja Católica e em seguida pelas diversas denominações protestantes – que diga-se de passagem fizeram um serviço muito melhor. A Música, assim com letra maíuscula, é muito maior do que todos nós, pois possui a capacidade de operar em diversos níveis e instrumentalizar diversos propósitos, e se faz independente da nossa predisposição indiviual de fazê-la. Nós que trabalhamos nos diversos ofícios ligados à Música por vezes acreditamos na ilusão de que ela nos pertença, cometendo o mesmo erro que um padre, um pastor ou uma mãe-de-santo cometem ao acreditar serem administradores do Divino.

A pergunta do título se desdobra em várias outras, assim como o problema que lhe dá origem não é um só. Provavelmente para nós que trabalhamos com isso, a pergunta é como vamos sobreviver, ou idealmente viver com um mínimo de conforto, de Música em 2010. E nos anos seguintes também, se não for assim tão impossível. Mas para uma pessoa que consome música, esse desdobramento da pergunta não faz muito sentido. A pergunta para esse pessoal é como eles vão ter acesso às faixas dos seus artistas favoritos. Para um jornalista que escreve sobre música, tampouco, assim como para o dono de um bar. Eles dependem da música em seus ofícios, mas estão em outros pontos na cadeia produtiva da música, um ganha salário, o outro ganha dinheiro vendendo bebida.

John Lydon, a maior prova de que quem chora direito pode mamar pro resto da vida

John Lydon, a maior prova de que quem chora direito pode mamar pro resto da vida

Outro desdobramento dessa pergunta é, para onde vai a música em 2010, esteticamente? Essa é fácil de responder, pois vai para todos os lados, como sempre foi. Durante o Século XX se estabeleceu um formato, que já vinha se consolidando há algum tempo, de canais de distribuição de conteúdo que atingiam um número gigantesco de pessoas. Esses canais – a imprensa, o rádio e a televisão – sempre estiveram condicionados a uma equação em que os altos custos de implantação, manutenção e geração de conteúdo precisavam ser subsidiados por terceiros, normalmente o Estado ou a iniciativa privada. O acesso a esses canais também sofria de limitações – poder aquisitivo, localização geográfica, pra citar alguns – e consequentemente a quantidade e a diversidade de conteúdo que poderia ser distribuído por esses canais também precisava ser limitado.

O que estas limitações técnicas e financeiras criaram em nós foi uma sensação fictícia de que diferentes tendências e gêneros não podem coexistir. Outro dia, por exemplo, no intervalo de um noticiário, um comercial do portal “Transparência Brasil” foi ao ar poucos minutos após mais um replay dos sensacionais vídeos do Governador Arruda distribuindo dinheiro dos contribuintes para seus chapas enfiarem onde bem entendiam. Na segunda metade da década de 70, em pleno auge da disco music, foram feitos discos clássicos de praticamente qualquer outro gênero musical. E o próprio Punk Rock, que no fundo não era novidade alguma, apareceu pro mundo dizendo que nada prestava. Nossa percepção do mundo à nossa volta não precisa estar condicionada àquilo que vemos na televisão, do mesmo modo que o melhor crítico musical do planeta sempre vai ter suas limitações, de tempo, de estilo, condicionadas às suas escolhas.

Euterpe, uma das responsáveis por estarmos nessa

Euterpe, uma das responsáveis por estarmos nessa

Hoje em dia não é diferente. Embora o Emocore brasileiro esteja circulando livremente pelas rádios e palcos do país, eu não sei direito a diferença entre seus principais artistas – e muito menos cantar o refrão de qualquer um dos seus sucessos. Nenhum deles figura na lista dos 10 melhores discos brasileiros de 2009 da Folha de São Paulo, que contém de fato 10 discos muito bons, mas que provavelmente não agradaram aos adolescentes que gostam dos Emos. Também não vão agradar a todos, e poderiam certamente ser substituídos por quaisquer um dos outros 100 grandes discos que certamente foram feitos no Brasil em 2009.

A boa parte destes nem eu nem você tivemos acesso, inclusive, e o importante dessa constatação é que essa comunicação em diversos níveis está acontecendo. Antes mesmo das questões mercadológicas e monetárias que nos atormentam se resolverem, há Música sendo feita e ouvida como nunca antes, e talvez seja um bom sinal que a melhor parte disso tudo não esteja vinculada aos grandes canais de distribuição. No final das contas, a Música é um canal de comunicação direto entre o músico, a obra e o ouvinte, que se estabelece no momento da audição, em tempo real. Por mais grandioso, endinheirado ou incensado que possa ser, qualquer outro elemento dessa cadeia é meramente secundário.

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February 3rd, 2010 at 7:35 pm

Diversitronica, hoje e no carnaval

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Esse é o nosso show de hoje, com o Nuda e o Volver. Segunda-feira de Carnaval a gente abre os trabalhos no RECBeat, às 20h

Written by missionariojose

January 27th, 2010 at 9:29 am

Visite a Luliândia e seja feliz

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Como já é praxe nos dias 13 de cada mês, hoje Lulina também aprontou mais uma. No caso, a inauguração oficial da Lulilândia online. O site é um ótimo exemplo de como um artista pode, nos dias de hoje, trabalhar fora dos limites do esquema disco físico / rede social sem ser redundante. A autoria é da Luci Kidaka, do Okiru Studio. Visite-nos e divirta-se!!

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January 13th, 2010 at 10:11 am

Projeto Guri Convida

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Eis aqui um video bacana com o Making-of do disco “Projeto Guri Convida”. O disco já está disponível nas melhores lojas do ramo!

Aventuras em Diversos Canais, Cap. 4 – Rodrigo Campos – Brother José

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Essa faixa do primeiro disco de Rodrigo Campos, “São Mateus não é um lugar assim tão longe”, foi produzida pela Jardel em parceria com Beto Villares, que produziu todo o disco. Em “Brother José” temos, além de Rodrigo na voz e cavacos, Curumin na bateria, Missionário José no baixo e André Édipo na guitarra. Groove bom e certeiro.

Brother José by jardel

Rodrigo e o Cavaco, em São Mateus

Dando seguimento aqui a esse post, vou complementar com algumas explicações sobre como fizemos essa faixa, há pouco mais de um ano. “Brother José” como a conhecemos acabou virando o meu primeiro trabalho como freelancer para a Ambulante, e começou meio de repente num dia em que o Curumin passou por lá pra gravar algumas participações no disco do Rodrigo. Subindo e descendo as escadas da Ambula fazendo alguma coisa que não me lembro – provavelmente eu devia estar organizando alguma coisa do Antônio pra deixar o meu ex-cargo de assistente devidamente assistido – o Beto me chamou pra gravar um baixo numa base junto com o Curumin, em cima de uma guia de voz, violão e click do Rodrigo. O baixo em questão foi um Hofner viola, de destro mesmo e que eu toquei de cabeça pra baixo, um processo meio alienígena que é a segunda coisa que todo canhoto aprende a fazer quando começa a tocar. E tocando com um baterista do quilate do Curumin, também, o camarada toca até sem baixo.

Tudo isso vira som, e muito mais

Tudo isso vira som, e muito mais

Pra base, fizemos uns três takes, e creio que o que ficou foi o terceiro. Eu peguei um DVD com as faixas todas e a sessão, e fui cuidar da vida, pra terminar a canção em Jardel. O próximo passo foi ouvir os takes, e aí eu fiz um mix rápido de alguns loops da levada, pra criar outros efeitos fora do ProTools, em alguns outros brinquedos favoritos: O MetaSynth e o SoundHack. Ambos são dois companheiros fiéis dos meus tempos de Bangor, onde eu passei diversas madrugadas transformando gravações de ambiência, voz e objetos diversos em sons de berimbau interplanetário e sapo-boi marciano, entre outras coisas. Se o que você precisa é de um som maluco doidão on-demand, vá de SoundHack e MetaSynth. Aproveite e saia um pouco de dentro da sua Workstation preferida e experimente brincar com sons de um jeito diferente.

Dentro do SoundHack, uma das melhores coisas é a parte de Convolução, que na prática é uma maneira de imprimir as características de um determinado som – digamos uma bateria – em um outro som – digamos um feedback de guitarra. É mais ou menos como se fosse um vocoder extremamente complexo e imprevisível, numa definição meio grosseira que ninguém deve sair por aí dizendo que é uma explicação plausível e suficiente pra o que é convolução. Até porque o SoundHack também tem um setor de Phase Vocoding que é uma coisa linda do Senhor.

O responsável por estes e alguns outros grandes sons

O responsável por estes e alguns outros grandes sons

Depois de alguns dias no parque de diversões, nestes dois e também no Live – que roda dentro do PT, mas não abre plugins externos, como esse belo Fuzz gratuito da Audio Damage, por exemplo – chegou a hora de editar toda essa brincadeira e jogar de volta na sessão, ver o que casa, o que não casa, e assim por diante. Também chegara a hora de acrescentar mais umas coisas pra  vestir a música, no que justamente ajudou o André com sua nossa Craviola fiel, passando pelo também fiel escudeiro Bass Driver  SansAmp da Tech21, uma das caixinhas de melhor custo-benefício do mundo inteiro.

A estratégia do Édipo partiu de um dos mandamentos / axiomas  Jardelenses – “Colarás no Bumbo sobre todas as coisas”. A partir disso, o desenho da guitarra deu aquele movimento que estava faltando nos versos e na introdução. Aquele famoso gancho que puxa você pela orelha e empurra pra pista de dança. Para os refrões, eu usei uma técnica que eu apelido de “Mellotron Rural”, pra criar umas cordas fictícias e dar um clima mais épico para essas passagens da música, e complementar as guitarras ascendentes. Nestas, a cada volta do refrão a gente foi gravando com o vibrato mais rápido, um detalhe que não fica claro na mix – nem é pra ficar – mas que colabora pra o sentimento de urgência que vai se acumulando à medida que o tempo vai passando.

ナカターさん

Curumin, sempre resolvendo

Passado este estágio, mandei a música de volta pra Ambulante, onde voltamos a trabalhar nela alguns meses depois, que foi quando o Rodrigo gravou seu cavaco e um repique de mão pra garantir a metalinguagem. Gravou também a voz principal, e fez algumas modificações na melodia até chegar a essa que ficou na música. Nessa etapa, passamos por mais um processo de seleção, tirando e recolocando elementos pra música não ficar enfeitada demais, nem vazia de menos. Isso incluiu também diversos takes de cavaco com efeito do Rodrigo, gravados lá no começo do processo, que foram se refinando até chegar a alguns comentários e um riff que aparece de vez em quando. Para fecharmos de vez o refrão, contamos novamente com o auxílio luxuoso do Curumin, mandando ver no vocal e conferindo ainda mais austeridade à faixa.

A mix ficou por conta do Dr. Lenza, que é um mestre na arte de colocar cada qual em seu devido lugar, em mono e stereo. Como normalmente acontece quando eu estou produzindo e outra pessoa está mixando, eu gosto de deixar pra dar pitaco quando a impressão digital do responsável pela mix já apareceu – eu acho que o legal do processo colaborativo é justamente você poder se surpreender com o trabalho dos outros, o que não acontece se você vira aquele “produtor papagaio” que fica dependurado no ombro do  engenheiro o tempo todo. No final das contas, em um disco com várias participações especiais, produtores e músicos, ficou também na mão de Lenza a responsabilidade de costurar o disco todo em uma peça coesa, como ficou no final.

Uma das coisas que eu achei mais interessantes nessa produção foi como a música do Rodrigo veio ‘de fábrica’ com uma personalidade que integrou elementos e pessoas diferentes, em lugares e tempos diferentes, e resultou numa faixa em que você tem a nítida impressão de que está todo mundo tocando ali junto. Ouçam, e aproveitem pra ouvir as outras faixas de “São Mateus não é um lugar assim tão longe”.

BrotherJose

Written by missionariojose

August 28th, 2009 at 10:00 am

Ao vivo hoje, pela internê

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Opa turmas

Hoje estaremos ao vivo no Showlivre, às 15h, tocando músicas do “Mustang Bar” com a Stela Campos. Assistam!

Written by missionariojose

August 26th, 2009 at 11:15 am

Show no Studio SP, sem fumaça

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Alô alô, meu povo. Amanhã – Quarta-feira – estaremos lá no Studio SP com a Stela Campos e também os Hitchcocks, fazendo aquele rock doidão psicodélico. Aparecam!!!

Stela Campos no Studio SP

Stela Campos no Studio SP

Written by missionariojose

August 17th, 2009 at 11:46 pm

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Voltage

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Como só tem amigo safado quem pode, só hoje eu consegui parar para assistir ao Voltage, o mais recente curta de animação dos estúdios de animação da Barros Melo, com direção de William Paiva e Filippe Lyra, animado por eles, mais Leo D e mais um bocado de gente – que você pode conferir lendo a ficha técnica lá no Vimeo, e trilha de William e Leo.

Eu diria que o único defeito desta animação é a curta duração, mas não muito, porque sei do trabalho desgraçado que é fazer os meros 3 minutos e tanto que podemos assistir aqui. Outro defeito, obviamente, é o fato de o Diversitronica não estar completo na trilha sonora, mas esse defeito é mais culpa minha mesmo, na verdade. Fora isso, achei muito bonito e muito bem-feito, e saber que isso é obra de pessoas que vivem a mesma realidade da gente é muito inspirador.

É interessante perceber ao mesmo tempo influências de baluartes consagrados como Otomo e a turma do Japão, e detalhes sutis de traço e estética que mostram bem onde é que o filme foi feito, e subvertem nosso eterno paradigma de “foi feito em Recife mas poderia ter sido em Londres”. Pelo contrário é uma das provas cabais de que, dadas as mínimas condições, o material humano recifense é potencialmente uma referência internacional.

Sobre o Filippe, não posso falar nada além de elogiar o trabalho que eu conheci através do Voltage, indo direto para os favoritos. Sobre William e Leo, sou suspeito pra falar qualquer coisa, pois o que não fosse influenciado pela nossa amizade seria pela admiração inconteste que tenho pelos dois. Fico muito feliz de ver que num meio em que frequentemente vemos a carapuça de gênio adornar cabeças mais hábeis na arte de dar chilique do que em qualquer outra propriamente dita, vejo meus amigos tranquilos e calmos fazendo coisas geniais.

Voltage from Bam Studio on Vimeo.