Archive for May, 2009
Guerreiros do passado, hoje.

“If music is my religion, Rough Trade is my church” – Don Letts
Rough Trade é uma das melhores lojas de disco do mundo. Essa loja inglesa abriu suas portas em 1976, logo ali no comecinho do punk.
Inicialmente ela praticamente só importava discos americanos e jamaicanos. Sendo bem frequentada e com a ética punk do DIY pairando no ar, ela virou point de encontro pra quem fazia e queria comprar discos e fazines. Quando alguma banda nova, tosca, queria vender seus discos elas o faziam lá. Em 78 era assim. Banda nova? Tosca? A Rough Trade vende. Todo mundo vai lá mesmo.
Como eram as coisas antigamente, dois anos depois surgiu a Rough Trade Records e poucos anos depois eles assinavam com uma tal de The Smiths. Algo tipo Os Silvas aqui. Nome horrível. Provavelmente um desastre comercial.
Acontece que hoje em dia, ninguém mais compra discos. Dizem que ninguém nem escuta mais discos. Mas há quem venda. Em 2004 eles lançaram um negócio chamado The Album Club. Nele, você, por 12 libras mensais, tem acesso a uma lista de 10 discos e pode escolher um que eles entregam em sua casa. Esse disco vem com material bônus e um textinho do artista dizendo o que é o disco, qual foi a viagem, etc. Qualquer um dos outros 9 discos a pessoa também pode comprar por 12 libras. Já com taxa de entrega.
É aquela velha estória do vendedor que te indica uns discos. As últimas coisas boas que saíram. Algo que ainda ninguém conhece. Os últimos artistas/bandas que eles indicaram foram: The Felice Brothers, Camera Obscura, The Horrors, Blue Roses, entre outros. Conhecem? Foi um som que o vendendor me indicou.
Não sei se ainda há comprador pra isso e não sei se isso funcionaria no Brasil. Será que é isso o que é um blip.fm hoje? Você fica andando e vai vendo músicas boas aqui e ali e, se interessar, você coloca ela na sua playlist e escuta ela umas duas vezes até enjoar. Talvez você até coloque outras músicas do mesmo disco ou do mesmo artista lá.
Vi que eles estão vendendo o disco novo do Jarvis Cocker. Eu não tou nem aí pro Jarvis Cocker, nunca gostei do Pulp, mas vi que o disco foi produzido, ou melhor, gravado por Steve Albini, esse também, um guerreiro do passado. Vivo. E eis aqui um documentário tosco que fizeram sobre o cara.
Vou tentar baixar esse disco. Será que eu consigo?
O mundo e as coisas (de Lulina)
Lulina, como muitos sabem, é Jardelense de alma e coração. Portanto, idéias boas não faltam e eis mais uma. Participem. Isso vai ser muito bom. Jardel participará.
Hoje é dia 13. Dia perfeito para se começar um projeto pirado.
Funciona assim: você nem precisa sair dessa cadeira em que você está.
Basta escrever uma frase sobre o seu dia 13 (hoje) e mandar para lulilandiatown@gmail.com, com o subject “meu dia 13”.
Não precisa pensar muito, o importante é que seja uma frase sobre como você está se sentindo hoje, ou sobre alguma coisa que aconteceu ao seu redor, enfim. Nada de poesia ou frase bem construída, o importante é o conteúdo dela. Eu vou ler a frase que todo mundo mandou e, a partir delas, fazer uma música. Posso usar ou não a frase exatamente como foi escrita, mas se eu usar ao menos a idéia/sentimento contidos nela, a pessoa que mandou já faz parte automaticamente do rall dos “compositores” da música.
No próximo dia 13 (de junho), vou disponibilizar a música gravada, com o crédito de todos os autores das frases que usei como inspiração (vai ser um método bem subjetivo, não vou poder usar a frase de todo mundo, senão a música vai ter duas horas de duração, mas vou tentar usar o máximo de frases e idéias que puder, creditando sempre seus autores).
A pessoa vai poder ouvir a música e reconhecer que parte do dia dela está ali, na canção.
E no próximo dia 13 de junho, novamente vocês podem mandar frases sobre o dia 13 que vocês estão vivendo naquele momento. E, novamente, farei uma outra música com elas, para disponibilizar no dia 13 seguinte. Resumindo: todo dia 13 temos um encontro nesse blog, para ouvir a música composta por todos nós e para movimentar novos emails com frases. No final de 13 meses, reunirei todas as músicas feitas em um único disco, chamado “Meus dias 13”, composto por um número recorde de compositores: eu e todo mundo que mandou alguma frase que foi usada.
Então, daqui a 13 meses, depois do disco ficar pronto, farei um show de lançamento, o primeiro COMPOSISHOW, onde todos os compositores poderão pegar o seu disco de graça. Fale frisar que o disco vai ser um cd-r, obviamente (já que todas as gravações serão realizadas de forma caseira, mas com uma boa qualidade). Mas, se ao final de 13 meses, todos estiverem bastante felizes com o resultado, quem sabe não fazemos uma vaquinha para prensar em SMD? Tudo depende do resultado que obteremos. Por enquanto, vamos pensar pequenininho e ver no que dá essa brincadeira. Algo me diz que vai dar pelo menos um belo disco sobre os nossos dias 13 na Lulilândia.
Atenção: só valem frases mandadas até a meia-noite de cada dia 13.
Saiu!!
Recebi hoje a boa nova de que “Pare Siga” está oficialmente lançado, lá no Som Barato. Enquanto eu ainda não sei como as cópias físicas do disco estarão disponíveis ao grande público, convido todos a divulgarem e redistribuírem o material à vontade. Depois que os discos físicos chegarem também, inclusive.
Como um dos responsáveis por mais essa empreitada do conglomerado Profiterolis, estou muito orgulhoso. “Pare Siga” foi um disco que envolveu muita negociação para que fosse feito do jeito que a gente queria, e o resultado valeu a pena, pelo menos é o que nós acreditamos.
A linha-mestra que guiou esse disco foi a subversão do conceito de “Disco Ao Vivo”, nosso ponto de partida. Tínhamos que fazer um disco ao vivo, e um disco ao vivo fizemos. Não no sentido de um disco de um show, ou de um disco de sucessos da banda tocados ao vivo em diversos shows. Mas um disco em que a maior parte do material foi tocada ao vivo, com todos os músicos, técnicos, produtor e assistentes na mesma sala, trabalhando com as vantagens e desvantagens do formato.
Ouvindo o riff d’”O Herói da História”, música que abre o disco, eu percebi que fez uma grande diferença utilizar o ambiente em que estávamos como parte da sonoridade do disco como um todo, criando um som que dificilmente a gente criaria de outra forma. Esse conceito permeou inclusive os Overdubs que fizemos depois, utilizando outros ambientes e suas “pegadas” sonoras. Como as vozes de Lulina na faixa título, nas gravações feitas n’As Caverna, ou nos “A-hê” gravados nos longos corredores das novas instalações do Mr. Mouse.
Bom, ouçam, e comentem!
As duas semanas dos presidentes – 06.05.09
- Recebemos, ainda em Abril, uma cópia de “São Mateus não é um lugar assim tão longe”, disco de estréia de Rodrigo Campos, bastante noticiado na imprensa local e nacional, inclusive. A terceira faixa do mesmo, de título ‘Brother José’, contou com produção e baixo elétrico do Missionário homônimo – que não é o brother em questão, apesar da amizade iniciada com o compositor por ocasião desta empreitada – e guitarras embaladas do André Édipo. A faixa, que também conta com a bateria e os vocais magistrais do Curumin, pode ser ouvida no nosso Myspace, e também no site da Ambulante.
- Segunda, dia 27, o Missionário foi até Pirassununga conferir um ensaio dos meninos do Projeto Guri, pra música ‘Os Fugitivos’, do Maurício Pereira, que será produzida por Jardel no disco “Guri Convida”, cujas gravações começam no mês que vem. Quarta, dia 29, foi a vez do Pólo Mazzaropi, na capital, pra conferir a música do Curumin, e fechando o mês o Pólo Júlio Prestes, pra conferir como vai a do Siba.
- Em Recife, no dia 25, houve a primeira edição do festival Quintal PE, que contou com shows de Nação Zumbi, Eddie, Otto, Blind Date (Naná Vasconcelos + DJ Dolores), Eta Carinae, Bonsucesso e Vargas. Neste festival houve a reedição do show China+Mombojó que foi feito ano passado em algumas cidades – Recife, São Paulo, Rio e Curitiba. André tocou com China e os Mombojós e o show foi muito bom.
- Também em Recife, um dia antes do festival, foi inaugurado o Memorial Chico Science onde a Jardel fez o sound design para ambiente imersivo que conta com projeção e utilização do Vimus, do grande Jarbinhas.
- Outro disco que está em processo de lançamento – digamos assim, é o novo do Profiterolis, produzido pelo Missionário junto com a banda, e gravado ao vivo (com e sem platéia) no teatro do SESC de Casa Amarela no meio do ano passado. Por enquanto você pode baixar um single no site da banda – www.profiterolis.com – e também assistir a um trecho de um making-of que está sendo feito pela nossa querida Tatiana Almeida:
- Voltamos hoje de um breve período de visitas no Rio de Janeiro, aos amigos das antigas e também a novos amigos e parceiros. Jardel presente e no resumo seguinte, mais novidades.

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